terça-feira, abril 19, 2016

me.revisited



Mafalda teve tempo, releu o blog e descobriu-se onde já nem sabia ter morado.

[Eu tive muito pouco tempo, reli o blog bem na diagonal e tive saudades]

segunda-feira, janeiro 11, 2016

O dia em que David Bowie morreu...

... foi ontem.



"... and the stars look very different today..."

*

terça-feira, novembro 17, 2015

Pause ||

La Joie de Vivre | Picasso | 1946 | Antibes (Fr)

= Atacam porque não sabem ao que sabe ser feliz =


quinta-feira, abril 23, 2015

Regressar


Tenho-me interrogado muitas vezes quanto ao sentido deste meu blog. Neste quase 1 ano e 8 meses afastada do trabalho - e, por via disso, afastada deste acto de sentar a uma secretária de olho nas teclas - tenho a sensação de tudo ter mudado e de já nada ser como dantes neste mundo da blogosfera. Hoje em dia até há uma profissão de blogger, sacam-se números de visitas e publicidades, ganha-se dinheiro e presentes... Não tenho críticas quanto a isso. Só não é esse o meu mundo e este não é um blog "desses".

É um diário. É um diário de uma jornada que é a minha vida, simplesmente. A vida de quem acha graça a escrever e de quem se sente bem com isso. Na pura obrigação de escrever nada.

Posto isto. E se volvido este tempo ainda houver lugar para isso, vamos a isso!

Em vésperas do meu regresso aos tribunais, em casa dos meus pais, encontrei um livro daqueles de que, por se gostar tanto, se quer guardar para os filhos. Como agora até já tenho dois filhos, trouxe-o comigo. Ao abri-lo deparei-me com um inquérito, datado de Janeiro de 1993; um inquérito? Bem, digamos tratar-se de um questionário para o futuro, pois que se consubstancia numa série de perguntas à minha própria pessoa! ... À pergunta que profissão queres ter quando fores grande, eu respondi: - Juíza ou actriz.

O tempo passou. O teatro de que tanto gosto passou pela minha vida, lado a lado, mas não me reteve para além do passar tempo.

Ficou-me o gosto pelo palco e pela estreia.

E talvez, por isso, esta sucessão de estreias que é a minha vida...

Agora pelo Minho. Pelo Alto e Verde Minho. De olhos posto neste rio que só me traz boas memórias...

segunda-feira, setembro 15, 2014

Raízes e Asas


"Dê a seus filhos raízes. Mais tarde, asas."
Provérbio Judeu

Raízes. Que para mim são âncoras, simbolizando a terra onde nasci e este navio que à beira-mar atracou.

Asas. Que desejo sejam de andorinha, para que saibam sempre o caminho de casa.


Por aqui celebra-se:

O nascimento do Pedro. O primeiro aniversário da Madalena. O segundo aniversário de nós.


Doce final do Verão...


terça-feira, julho 01, 2014

O quadro e a vida.


Corria o ano de 2011 quando decidi presentear a nossa casa com esta serigrafia por altura do Natal. O Mestre Resende morrera em 21 de Setembro e eu, que já namorava a obra, decidi que não passaria desse ano. 2011 foi, por vários motivos, um ano marcado a fogo. Motivos maus. Motivos bons. Fechava-se, assim, neste presente. Prometida estava uma parede branca que viria a existir com as "obras". As obras em que pensáramos no dia 27 de Fevereiro de 2010, aquando da assinatura do contrato de promessa de compra e venda da nossa casa. As obras que decidimos deixar para depois da Festa. As obras que se viriam a iniciar a 30 de Maio de 2013 - curiosa e rigorosamente a tempo de me ver completar 32 anos. Nesse dia, abandonei o lar e rumei a casa dos meus pais. Eu e a Madalena, ainda apenas uma. E o Pedro lá se juntava a nós aos fins-de-semana. 26 semanas de gestação mais coisa menos coisa. Queríamos a casa a tempo de receber a nossa vida a três. Eu queria a tempo de ainda fazer o ninho para a terceira. Não foi assim. Como é normal as obras atrasaram-se. O primeiro quarto da Madalena foi o quarto onde passei a minha adolescência e faculdade. A primeira viagem da Madalena dirigiu-se para casa dos avós. Nas primeiras fotografias a Madalena tinha um recanto (o mais mágico que esta mãe soube fazer, mas não era o quarto dela!). Esse primeiro mês em casa dos meus pais transformou-se numa benção. Não há por onde dizer que não tenha vindo mesmo a calhar. Ao fim de 15 dias o Pedro voltou à labuta alentejana e a minha mãe foi tudo. Aliás, como agora vejo de outra perspectiva, são sempre! No início de Outubro lá as coisas se compunham. Com a Madalena sempre atrás e os carros cheios a vida foi tomando forma no nosso lugar. Rumámos ao Alentejo para uma semana a três e a 4 de Novembro, com toda coragem necessária (e "esperança legítima") passei a primeira noite com a minha filha. As duas. E daí em diante todas. 

Neste espaço de tempo nem sempre houve tempo para escrever. Ou, pelo menos, para escrever aqui. Neste espaço de tempo, aprendi a gerir refeições, idas ao Centro de Saúde, idas à Pediatra, passeios à beira-mar, passeios no parque, ginástica pós-parto, cabeleireiro, lanches com os amigos, buscar a mãe a Espinho, jantar com os pais, jantar em casa, ter gente para jantar; a primeira sopa, a primeira papa, horários das sestas, brincadeiras, risos; adormecer ao colo? adormecer sozinha? embalá-la no carrinho?

Tirei licença alargada. O que, a somar às férias engolidas pela baixa, me punha a trabalhar a 17 de Junho. 9 meses em casa a cuidar da pequena pareciam-me um cenário de sonho (...sei agora que não têm preço. O fascínio de ver crescer o meu bébé é muito maior do que podia imaginar no início desta aventura).

Mas a vida havia de ter outros planos para mim. Para nós.

Em Fevereiro, lá para o meio, chegava a notícia: seremos quatro! Quatro? Sim. Quatro. Bem... por mim passaram todas as emoções. A Madalena foi mais que planeada. Toda a minha vida, aliás, foi muito planeada. Nem sempre certa, é certo, mas detesto surpresas e poucas vezes lhe perdi a mão. Seremos quatro. A minha mãe assustada. O meu pai incrédulo. Eu também. Eu também. O Pedro sempre feliz. A Madalena sem perceber nada. E a pergunta. E agora? 

Daí em diante foi tudo o que se seguiu. A Madalena a crescer saudável e feliz. Eu mais cansada, mas a dar o meu melhor: O nervosismo de mãe no dia do baptismo; os quatro de férias em Sagres; as fotografias que ficarão para sempre; a realidade de não retomar o meu trabalho; nova baixa. Aqui estamos.

Nisto, ou melhor, neste tempo a casa ganhou sofá, mesa, cadeiras, tapetes, cortinas, um quarto de bébé "comme il faut"; ganhou uma empregada, uma bimby, um aspirador em termos, uma varinha mágica com três funções, um serviço de pratos finalmente completo; ganhou um quarto do meio onde não se mete pé; ganhou um tapete de actividades que deu lugar a uma piscina de bolas que passou a parque e agora também mesa de instrumentos. Ganhou novas cores e sons e risos e obras completas. 

... e ganhou este quadro finalmente pendurado na parede branca!

O nosso Pedro-O-Príncipe chegará, novamente, no Verão! Trará com ele a inquietação e o sonho. Não deixará a irmã lembrar-se que houve um tempo em que foi filha única. Fará os pais crescerem como pais. Cumprirá desejos. A sua primeira viagem, assim queremos, será para esta casa. Partilhará com a  Madalena o ninho que lhes construímos. E será feliz.


quarta-feira, janeiro 29, 2014

Pouco ou nada... tanto!

Há quanto tempo não tomava um banho de chuveiro até a água ficar fria? Há muito!
Há quanto tempo não tinha tempo suficiente para que os meus caracóis saíssem da casa-de-banho com um aspecto digno de levar à rua? Há muito!

E tudo graças à maldita gripe que apanhou o meu marido. E o pôs de molho por uma semana... Tudo na vida tem um lado positivo.

Sonhei com Cuba. Ou pelo menos sonhei com um mar caribeño, casas cor de trópicos, corpo espraiado e pele morena.

Levei a Omarita comigo para o banho à custa disso e saí de lá bem disposta. Há sempre um dia em pleno Inverno em que o meu cérebro clama pelo Verão.

E nem sei bem porquê, mas hoje também dei por mim a abrir a "Julgar" para ler um artigo jurídico. À pergunta do Pedro - Porquê que está a ler isso? (Cabeça para baixo semi-envergonhada, talvez até tenha corado...). -Tenho saudades!

Retorquiu: - Queres ir trabalhar que fico com ela? (...) Resposta: - Uma semana. Só. 

Há um dia em que descobrimos que estamos intactos. Ou melhor, estamos mais completos. Mas intactos!


"Há quanto tempo não escreves no teu blog? Há demasiado!"