sexta-feira, julho 20, 2012

sonho

Desde que me lembro de sonhar que me lembro dos sonhos... na adolescência chegou a ser tão perturbador que na mesinha de cabeceira guardava um "noitário" onde apontava de manhã o que havia sonhado, com pormenores, cores, personagens...
já sonhei de tudo. Sonho muitas vezes que consigo voar... e é bom! Sonho muitas vezes que estou entre a parede e o abismo - e é mau! E sonho tanto que às vezes até juro que já vi ou ouvi determinado sítio ou conversa.
Nas vésperas de entrar no CEJ sonhei com bébés: muitos, gorduchos, com chupetas! Sucesso, diziam os sites da especialidade.
Hoje sonhei com o nascimento de um bébé: uma menina gorda, de olhos verdes, com covinhas, tal e qual a minha cara em bébé. Alto! Tal e qual eu! Pois... hoje sonhei que tinha nascido.

Reza então o seguinte: "Sonhar com o próprio nascimento é sinal de felicidade e alegria. O sonhador deseja uma vida nova, e o inconsciente assim o revela".

Tenho Lisboa à espera. Depois a Arrifana. Depois Penalva do Castelo. Depois Itália. Depois o turno. E agora também soube que Ponte da Barca...

Tenho um casamento à espera que o Verão  - que se despede do estado civil a que não se volta - passe...

E tenho esperança e medo. Sempre juntos.

Junho fez-se de três casamentos, um nascimento e uma  gravidez. Mas também se fez de um funeral. Notícia avassaladora mesmo quando mais distante e que se impõe a qualquer felicidade.

Por isso, meu Deus, Oxalá! Oxalá que seja como o sonho!

quinta-feira, julho 19, 2012

& Next Stop


A cidade de Ílhavo é sede de um município com 75,0 km² de área e 38 598 habitantes (2011), subdividido em 4 freguesias. O município é dividido em três por braços da Ria de Aveiro e é limitado a norte e nordeste pelo município de Aveiro (limite terrestre a noroeste e através da ria a norte) e a sul por Vagos.
O concelho recebeu foral de D. Dinis em 13 de Outubro de 1296, tendo sido elevado a cidade em 9 de Agosto de 1990.
A cidade é famosa pela sua indústria de porcelana Vista Alegre e por ser a capital portuguesa da bicicleta. O município de Ílhavo engloba duas cidades: Gafanha da Nazaré e Ílhavo. No concelho de Ílhavo, na localidade da Barra, existe o Farol da Barra, o mais alto dos 48 faróis marítimos de Portugal. O Farol e praia da Barra fazem parte da freguesia de Gafanha da Nazaré. Já a Costa Nova do Prado integram a freguesia da Gafanha da Encarnação. A praia da Costa Nova do Prado é também um dos locais de excelência do município, sendo de visita obrigatória por quem passa na zona. As casas típicas desta praia (designadas por Palheiros), caracterizam-se por fachadas (originalmente em madeira, na actualidade em betão), listadas com cores vivas e alegres, alternadas com a cor branca. A cidade de Ílhavo é também conhecida pelo famoso Pão de Vale de Ilhavo, confeccionado de forma artesanal e cozido em forno a lenha. O Pão de Vale de Ílhavo tem a Pada com forma mais conhecida, mas também existe o Folar ou Pão Doce (com ou sem ovos) comercializado nas alturas da Páscoa.
Ílhavo está profundamente ligada à pesca do bacalhau; com efeito, durante todo o século XX, a maioria dos capitães que faziam companhas de longo curso eram originários da, então, vila de Ílhavo. Igualmente oriundos das localidades vizinhas foram muitos dos pescadores.

in wikipédia

Melhor só a Côte d'Azur!

sexta-feira, julho 13, 2012

Até já*

Primeiro o Infantário. Depois a Primária. O 6.º ano, o 9.º, o 12.º... a Faculdade. Veio o Escritório. O CEJ. Vila do Conde e Matosinhos.

Quantas despedidas cabem numa vida?

Agora é Oliveira de Frades que fica para trás...

Em cada um dos passos, em cada terra... sempre as pessoas. Com estas e por estas que não esqueço porque não quero. Porque fizeram de mim a pessoa que eu sou - e quem me dera, sem falsa modéstia, possuir mesmo as qualidades que me atribuíram ontem e que me encheram o coração. Levo daqui o peso nos ombros de querer corresponder a todas as expectativas: dos meus pais, em primeiro e principal lugar, das pessoas - as das lágrimas, das palavras mal ditas, dos sorrisos e da esperança - e de todos os que se cruzam comigo no Trabalho...

Sou sincera quando digo que não houve um dia nestes dois anos que me tenha arrependido da escolha que fiz... não houve um dia, nestes dois anos, em que o motivo para não querer trabalhar fosse diferente da preguiça. Lutas jurídicas, convicções ou opiniões à parte, em todos os dias se fizeram relações de respeito e, assim, de amizade entre pessoas que trabalham para o mesmo.
Quando cheguei acreditava, e vou a acreditar, que se a Justiça for um trabalho de equipa a coisa vai, ligeira e escorreita, levando àqueles para quem trabalhamos a sensação de que ainda vale a pena.

Deixo à Míriam os "meus meninos" porque sei que os adultos se entendem...

E lá vou eu... outra vez e sem saber para onde, com os girassóis que a D. Glória me guardou para hoje e a paz de espírito do dever cumprido.

"Quando o amor se acabou E o meu corpo esqueceu O caminho onde andou Nos recantos do teu E o luar se apagou E a noite emudeceu O frio fundo do céu Foi descendo e ficou Mas a mágoa não mora mais em mim Já passou, desgastei, pra lá do fim É preciso partir, é o preço do amor Pra voltar a viver, já nem sinto sabor A suor e pavor, do teu colo a ferver Do teu sangue de flor, já não quero saber Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada O meu barco vazio, na madrugada Vou deixar-te no frio, da tua fala Na vertigem da voz, quando em fim se cala..."

|Márcia & J. P. Simões|*

* Porque a ouvi pela primeira vez neste gabinete e me afagou a alma.