terça-feira, março 31, 2009

toutefois

quarta-feira, março 25, 2009

MaioRiDaDe

Hey...oooh...Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay Were laid spread out before me as her body once did All five horizons revolved around her soul As the earth to the sun Now the air I tasted and breathed has taken a turn Ooh, and all I taught her was everything Ooh, I know she gave me all that she wore And now my bitter hands chafe beneath the clouds Of what was everything? Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed Everything...I take a walk outside I'm surrounded by some kids at play I can feel their laughter, so why do I sear Oh, and twisted thoughts that spin round my head I'm spinning, oh, I'm spinning How quick the sun can, drop away And now my bitter hands cradle broken glass Of what was everything All the pictures have all been washed in black, tattooed everything... All the love gone bad turned my world to black Tattooed all I see, all that I am, all I will be...yeah...Uh huh...uh huh...ooh...I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star In somebody else's sky, but why, why, why Can't it be, can't it be mine.
.Black. Pearl Jam.
Para nunca esquecer o brilho nos olhos ao som da música que tantas vezes foi OST da minha vida e de quase todos os que cresceram comigo, n'est-ce pas?
Faz 18 anos. Parabéns, então!

terça-feira, março 17, 2009

*marotices*


É inevitável. O final de uma etapa carrega sempre em si alguma nostalgia.
E hoje, inesperadamente, ganhei o dia (como se este Sol não me bastasse...)

Disseram-me, em tom de conselho:
"mantenha esse seu ar infantil por toda a vida, que já basta de gente cinzenta nesta profissão..."
Ora bem. Embora me atribuam uma certa segurança no que faço, não foram poucas as vezes em que tive dúvidas .
Mas:
Nunca quis ser a primeira da turma se tal implicasse esconder apontamentos.
Sempre deixei os meus caracóis à solta reflexo de uma boa quantidade de pensamentos distorcidos.
Nunca gostei de tacões quando fazem barulho e me fazem aparecer mais do que o que gosto (até porque meço 1,70m e não é pouco...).
Gosto de unhas pintadas e cara pouco pintada para poder brilhar a sério quando vale a pena.
Ligo mais ao sol que bate na janela que ao frio que atravessa a porta.
Prefiro a Audrey Hepburn... a todas as outras.
Sonho até hoje que o Quentin Tarantino um dia me vai filmar os tornozelos.
Gosto de cores. E de sabores. E de dançar.
Escolhi cada um dos meus amigos pela extraordinária capacidade que têm de sonhar... e de sorrir... e gargalhar se for preciso.
Hei-de ser sempre clara no que penso e no caminho que escolho para percorrer com os meus pés.
Sem medo.
De chupa-chupa na mão e rebuçados no bolso (umas bolas de chiclet também se arranjam...)
Por toda a vida?! Tanto melhor.


segunda-feira, março 16, 2009

Poucos dias para Paris e...


... Je ne veux pas travailler.
Não há milagres. Estão 27º lá fora!

quarta-feira, março 11, 2009

Do bem querer...

Tenho andado numa fase de saudades. Sabendo porquê e sem saber.
Sabendo que a minha avó Mané partiu há 13 anos e que a minha avó Guidinha teria feito muitos anos na 2.ª se ainda cá estivesse...
Sabendo que há risos, sons, momentos e lugares em tempos idos e que inevitavelmente já não voltam...
Sabendo que há palavras irrepetíveis ditas em dias frios, dias quentes, dias chuvosos, dias de sol...
Sabendo que há-de ser assim por toda a vida, por todos os dias, por todas as horas porque já sabemos que nada se repete...
Nessa realidade, mais real que dura ,reside a sofreguidão com que nos agarramos ao que pode ser gravado e nos ilude a esperança na revisita: as fotografias. os filmes. as músicas. os papéis rabiscados que guardamos numa caixa no fundo da memória.
Ao longo do tempo em que por cá ando tenho chegado a uma conclusão: no mais das vezes a falta que sentimos é de nós mesmos. Daquilo que eramos no tempo da saudade....

Só do bom temos saudades. Sabendo que nem só do bom a vida é feita.

"Por motivos talvez claros o prazer é o que nos torna os dias raros Por pretextos talvez fúteis a alegria é que nos torna os dias úteis"
Ainda assim, enterrada no sofá de minha casa a aparvalhar em frente da novela da SIC igual ao "Clone", mas na Índia, descobri que a vida se pode repetir. Possivelmente 15 anos depois de uma outra novela - quem sabe igual a outra qualquer num espaço afim - a Globo deu-me o prazer de uma cena de TV ao som de uma das minhas músicas de soap opera (e não só) preferidas.
Que prazenteira pode ser a saudade... e que pirosa!
"Lembra de mim! Dos beijos que escrevi Nos muros a giz Os mais bonitos Continuam por lá Documentando Que alguém foi feliz... Lembra de mim! Nós dois nas ruas Provocando os casais Amando mais Do que o amor é capaz Perto daqui Há tempos atrás...Lembra de mim! A gente sempre Se casava ao luar Depois jogava Os nossos corpos no mar Tão naufragados E exaustos de amar...Lembra de mim! Se existe um pouco De prazer em sofrer Querer te ver Talvez eu fosse capaz Perto daqui Ou tarde demais..."
Ivan Lins

terça-feira, março 03, 2009

- espaço -


"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo seria meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares

;)
No dia em que iam matá-lo, Santiago Nasar levantou-se às 5 e 30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo. Tinha sonhado que atravessava uma mata de figueiras-bravas, onde caía uma chuva miúda e branda, e por instantes foi feliz no sono...
G. Garcia Marquez [Crónica de uma Morte Anunciada]